Aprender Música na infância, sim ou não? "Na verdade, a maioria dos pedagogos musicais defende que a música vale por si mesma e que é um erro tentar utilizá-la como meio para atingir outros fins", lembra Maria Helena Vieira, do Instituto de Estudos da Criança (IEC) da Universidade do Minho. O assunto tem merecido atenção de diversos quadrantes. "As vantagens de aprender Música (as verdadeiras vantagens, e não as acessórias) estão todas relacionadas com a experiência que a Música proporciona a cada um. Tocar, cantar, conhecer repertório, participar em grupos musicais, corais ou instrumentais, aceder a um repositório cultural vastíssimo e poder mesmo criar, musicalmente: eis as inúmeras vantagens da aprendizagem musical", afirma. "Desenvolver a memória, a persistência, o raciocínio lógico e outros aspectos cognitivos são apenas ‘side-effects' da verdadeira experiência musical, e não suficientemente importantes para justificarem a presença da disciplina no currículo escolar", acrescenta.


A investigadora apresenta vários pensamentos e as teorias de Edwin Gordon, um dos mais conceituados investigadores da atualidade na área da Psicologia e Pedagogia da Música. Gordon defende que "o principal problema com o ensino e a aprendizagem da música no contexto do sistema educativo prende-se com uma espécie de círculo vicioso: as crianças precisam de ser expostas à ‘gramática musical' de forma adequada antes de chegarem à escola, como acontece com a linguagem materna (e não apenas expostas à música que ouvem ocasionalmente, e sem critério), e os pais não dominam essa ’gramática', nem os métodos adequados para a transmitir". O carácter utilitário que constantemente é atribuído à Música fica com um ponto de interrogação.

 

"Para Gordon, todos os cuidados que os pais têm no ensino da linguagem materna deveriam existir também com a linguagem musical. O problema é que, para isto, os pais precisariam, eles próprios, de ter recebido formação escolar adequada. E isso não acontece." "Quando a Música é vista num sentido utilitário, como meio para atingir outros fins, isso é feito de uma forma subtil e manifestando, até, grandes preocupações educativas". Maria Helena Vieira concretiza: "A música é apresentada (na própria legislação) como fator de 'desenvolvimento estético', de 'equilíbrio psicológico' e até moral, etc. Difundiu-se a ideia de que a Música 'tem muito a ver com a Matemática' (o que a torna aparentemente 'útil' para essa disciplina, na qual o insucesso escolar é tão grande), que 'desenvolve a memória' e a 'persistência', etc. Ora, como há um conjunto variado de disciplinas que poderão contribuir para esses fins, a Música passa a surgir como uma opção dispensável ou alternável com outras (a educação visual, a educação dramática, etc.)".

Há pedagogos que defendem que, para ser completa, a aprendizagem musical tem de envolver a audição, a interpretação e a criatividade. "A maioria dos portugueses não se torna escritor; no entanto, todos recebem formação adequada e suficiente para se poderem exprimir em português, de diversas maneiras e em diversos graus. É dessa criatividade que falam os pedagogos musicais, e é essa que pretendem que se desenvolva nas escolas: a capacidade de ouvir uma obra musical e reconhecer as suas características, as suas partes, a sua forma, o seu estilo, as suas influências; a capacidade de interpretar, vocal ou instrumentalmente, géneros musicais da sua preferência, de tocar ou cantar em grupo; a capacidade de inventar melodias ou canções, de improvisar em grupo." "No contexto da aprendizagem musical, a memória desenvolve-se através das atividades fundamentais indicadas pelos pedagogos: há uma memória auditiva (que funciona na base da identificação de repetições, contrastes, fenómenos tecnicamente designados por 'aumentação', 'diminuição', 'retrogressão', etc.), uma memória afectiva (muito relacionada com os aspectos expressivos e dinâmicos da Música), uma memória táctil (sobretudo nos instrumentistas), uma memória visual (associada à leitura da notação)."

Mais-valia absoluta

 Absolutamente recomendável. Paula Pires de Matos, pediatra do Desenvolvimento e com formação académica na área musical, defende que a aprendizagem "da arte musical e da arte visual é absolutamente crucial para a formação de uma pessoa como um todo". E lamenta que em Portugal, ao contrário de outros países, não exista essa cultura. "Ao nível da primária, a Música é uma actividade de enriquecimento (termo muito bem designado) curricular mas fica de fora do programa. No 5.º e 6.º anos, faz parte do currículo, mas o que se ensina é muito básico. E a Música é uma linguagem mais fácil de aprender do que ler uma língua alfabética."


"A aprendizagem da Música na infância é uma mais-valia de um valor indubitável", afirma. "É mais uma forma de expressão que o ser humano tem para ser mais completo". Paula Pires de Matos viveu fora de Portugal e recorda um cenário que lhe chamava a atenção. Na canção dos parabéns a você não havia desafinações. Sinal de uma cultura que dá atenção à Música, que investe nessa aprendizagem. E há os estudos. A pediatra recorda que as investigações, na área do desenvolvimento, referem que a Música ajuda a aumentar a capacidade de concentração e do raciocínio matemático. Teorias que, recorda, começam a ser colocadas em causa. No entanto, Paula Pires de Matos não tem dúvidas em recomendar que os mais pequenos contactem com as notas e os ritmos musicais o mais cedo possível.

Há vários anos que a Orquestra Filarmonia das Beiras anda por escolas do 1.º ciclo do Ensino Básico a divulgar, sensibilizar e formar público infantil para as melodias. O projecto "Música na escola" dá a conhecer a música erudita, os instrumentos da orquestra. O director artístico da Filarmonia das Beiras, o maestro António Vassalo Lourenço, defende que se a Música não for explicada em criança, mais difícil se torna aprender a gostar dos sons na idade adulta. E o projecto da Filarmonia pretende, entre muitos outros aspectos, mostrar às crianças "o que a música diz além do que ouvem".

Reflexos do ensino da Música na infância? "Com certeza que sim." António Lourenço baseia-se no que observa, apoiado em casos que conhece. "O estímulo da Música, ouvir, cantar, fazer, experimentar, no pré-escolar e no 1.º ciclo, tem reflexos na aprendizagem de outras coisas", afirma. "Os nossos responsáveis pela Educação estão muito preocupados com a Matemática. Se pusessem mais horas de Música e mais cedo, provavelmente resolveriam o problema da Matemática." O maestro chama a atenção para quem tem as melhores notas. "O Conservatório de Música de Braga e a Academia de Música Santa Cecília, em Lisboa, estão sempre nos primeiros lugares no ranking das escolas". "São duas escolas que têm o ensino da Música verdadeiramente integrado", sublinha.

 
Poder de observação

António Ribeiro, professor de Educação Musical e um dos fundadores da única banda filarmónica juvenil da escola pública portuguesa, que surgiu na EB 2,3 de São João da Madeira, fala da sua experiência de 30 anos de ensino e do que lê nos livros. "Os alunos de Música adquirem valências extraordinárias que os ajudam amplamente para o resto das suas vidas. Nas aulas de Música, há um permanente apelo à sensibilidade, bem como ao correcto desenvolvimento de todas as potencialidades individuais, através da aprendizagem de um instrumento musical, da interpretação de diversas obras e da própria audição", sublinha. Vantagens, portanto, que se reflectem no pensamento e na imaginação.


"Na Iniciação Musical, as crianças fazem jogos tímbricos que passam pela imitação dos sons da natureza que os rodeia. Estes exercícios dão aos alunos um maior poder de observação sobre o mundo em que vivem, ficando com um espírito crítico mais apurado", exemplifica. No entanto, António Ribeiro chama a atenção para duas realidades distintas. "Por um lado, temos os jardins-de-infância, onde as educadoras apresentam claramente lacunas importantes ao nível científico, no que à Música diz respeito. Contudo, a avaliar pelas escolas que conheço, tem havido uma grande preocupação por parte desses educadores em usar material didático adequado, não se limitando unicamente ao ensino de canções populares. Por outro, temos as escolas oficiais de Música com professores licenciados em Educação Musical e com formação específica para ensinar Música na infância, apresentando já, de um modo sistemático, um trabalho científico de qualidade."


O docente alerta ainda para o facto de as aulas de Música na infância, ao longo do 1.º ciclo, estarem muitas vezes nas mãos de jovens estudantes de Música, mas sem qualquer formação específica. "Quando assim é, o que deveria ser uma mais-valia para as crianças pode tornar-se num contrassenso", afirma. E acrescenta: "A Música na infância foi, num passado recente, olhada como uma disciplina decorativa, tendo sido tratada, muitas vezes, de forma pouco científica e dissociada da própria educação infantil básica."

  Quando as crianças aprendem a tocar um instrumento musical, elas reforçam uma série de habilidades auditivas. Estudos recentes sugerem que esses benefícios se estendem por toda a vida, pelo menos para aqueles que continuam envolvidos com música.

Porém, um estudo publicado no mês passado foi o primeiro a mostrar que ter aulas de música na infância pode levar a mudanças no cérebro que persistem anos após a interrupção das aulas.

Pesquisadores da Universidade Northwestern gravaram as respostas auditivas do tronco encefálico de estudantes universitários – isto é, as suas ondas elétricas cerebrais – em reação a sons complexos. O grupo de estudantes que relatou ter tido uma formação musical durante a infância apresentou respostas mais robustas – o seu cérebro conseguiu identificar elementos essenciais, como afinação, nos sons complexos quando eles foram submetidos aos testes. E o mesmo ocorreu inclusive quando os estudantes haviam parado de estudar música há anos.

De fato, os cientistas estão desvendando as conexões entre a formação musical na infância e a aprendizagem baseada na linguagem – por exemplo, a leitura. Aprender a tocar um instrumento pode conferir alguns benefícios inesperados, sugerem estudos recentes.

Não estou falando do "efeito Mozart", a alegação de que ouvir música clássica pode melhorar o desempenho das pessoas em testes. Refiro-me, sim, a estudos sobre os efeitos de um envolvimento ativo e da disciplina. Esse tipo de formação musical melhora a capacidade cerebral de discernimento entre os componentes do som – a altura, o duração e o timbre.

"Para aprender a ler, é preciso ter boa memória operacional, a capacidade de distinguir os sons da fala, de fazer conexões entre sons e significados", disse a professora Nina Kraus, diretora do Laboratório de Neurociência Auditiva da Universidade Northwestern. "Cada uma dessas coisas parece realmente ser reforçada pelo envolvimento ativo com um instrumento musical."

A habilidade de apreciar as qualidades sutis do som, mesmo em meio a um fundo confuso e barulhento, revela-se importante não só para a criança aprender a compreender a fala e a linguagem escrita, mas também para uma pessoa idosa que sofre de perda auditiva.

Em uma pesquisa realizada com pessoas que continuam a tocar instrumentos, publicada neste trimestre, pesquisadores descobriram que, à medida que os músicos envelhecem, eles vivenciam o mesmo declínio na audição periférica – o funcionamento dos nervos auditivos – vivenciado pelos não músicos. No entanto, os músicos mais velhos preservam as funções cerebrais, as habilidades de processamento auditivo central que podem ajudá-los a compreender uma fala no contexto de um ambiente barulhento.

"Nós muitas vezes nos referimos ao problema do 'fenômeno da festa de coquetel' – imagine ir a um restaurante onde um monte de pessoas fala ao mesmo tempo", disse Claude Alain, diretor assistente do Instituto de Pesquisa Rotman, em Toronto, e um dos autores do estudo. "Os adultos mais velhos que tiveram aulas de música têm melhor desempenho na compreensão de falas em testes de ruído – eles usam mais o cérebro, não o sistema auditivo periférico."

Pesquisadores da Universidade da Califórnia, em São Francisco, têm abordado a ambientação sonora de um ponto de vista diferente, estudando a genética do 'ouvido absoluto' –- a capacidade ideal de identificar qualquer tom. Jane Gitschier, professora de medicina e pediatria que coordena a pesquisa, tem tentado.

 

Aulas de música na infância valem para a vida toda, dizem cientistas

 

Estudo mostra que crianças que aprendizado pode levar a mudanças no cérebro que persistem anos após a interrupção das classes

The New York Times | 23/09/2012

Uma lição para sempre: ondas cerebrais registram formação musical feita na infância

Quando as crianças aprendem a tocar um instrumento musical, elas reforçam uma série de habilidades auditivas. Estudos recentes sugerem que esses benefícios se estendem por toda a vida, pelo menos para aqueles que continuam envolvidos com música.

Porém, um estudo publicado no mês passado foi o primeiro a mostrar que ter aulas de música na infância pode levar a mudanças no cérebro que persistem anos após a interrupção das aulas.

Pesquisadores da Universidade Northwestern gravaram as respostas auditivas do tronco encefálico de estudantes universitários – isto é, as suas ondas elétricas cerebrais – em reação a sons complexos. O grupo de estudantes que relatou ter tido uma formação musical durante a infância apresentou respostas mais robustas – o seu cérebro conseguiu identificar elementos essenciais, como afinação, nos sons complexos quando eles foram submetidos aos testes. E o mesmo ocorreu inclusive quando os estudantes haviam parado de estudar música há anos.

De fato, os cientistas estão desvendando as conexões entre a formação musical na infância e a aprendizagem baseada na linguagem – por exemplo, a leitura. Aprender a tocar um instrumento pode conferir alguns benefícios inesperados, sugerem estudos recentes.

Não estou falando do "efeito Mozart", a alegação de que ouvir música clássica pode melhorar o desempenho das pessoas em testes. Refiro-me, sim, a estudos sobre os efeitos de um envolvimento ativo e da disciplina. Esse tipo de formação musical melhora a capacidade cerebral de discernimento entre os componentes do som – a altura, o duração e o timbre.

"Para aprender a ler, é preciso ter boa memória operacional, a capacidade de distinguir os sons da fala, de fazer conexões entre sons e significados", disse a professora Nina Kraus, diretora do Laboratório de Neurociência Auditiva da Universidade Northwestern. "Cada uma dessas coisas parece realmente ser reforçada pelo envolvimento ativo com um instrumento musical."

A habilidade de apreciar as qualidades sutis do som, mesmo em meio a um fundo confuso e barulhento, revela-se importante não só para a criança aprender a compreender a fala e a linguagem escrita, mas também para uma pessoa idosa que sofre de perda auditiva.

Em uma pesquisa realizada com pessoas que continuam a tocar instrumentos, publicada neste trimestre, pesquisadores descobriram que, à medida que os músicos envelhecem, eles vivenciam o mesmo declínio na audição periférica – o funcionamento dos nervos auditivos – vivenciado pelos não músicos. No entanto, os músicos mais velhos preservam as funções cerebrais, as habilidades de processamento auditivo central que podem ajudá-los a compreender uma fala no contexto de um ambiente barulhento.

"Nós muitas vezes nos referimos ao problema do 'fenômeno da festa de coquetel' – imagine ir a um restaurante onde um monte de pessoas fala ao mesmo tempo", disse Claude Alain, diretor assistente do Instituto de Pesquisa Rotman, em Toronto, e um dos autores do estudo. "Os adultos mais velhos que tiveram aulas de música têm melhor desempenho na compreensão de falas em testes de ruído – eles usam mais o cérebro, não o sistema auditivo periférico."

Pesquisadores da Universidade da Califórnia, em São Francisco, têm abordado a ambientação sonora de um ponto de vista diferente, estudando a genética do 'ouvido absoluto' –- a capacidade ideal de identificar qualquer tom. Jane Gitschier, professora de medicina e pediatria que coordena a pesquisa, tem tentado.

  

Aulas de música na infância valem para a vida toda, dizem cientistas

 

(Estudo mostra que crianças que aprendizado pode levar a mudanças no cérebro que persistem anos após a

interrupção das classes)

(The New York Times | 23/09/2012 )

 

Uma lição para sempre: ondas cerebrais registram formação musical feita na infância

Quando as crianças aprendem a tocar um instrumento musical, elas reforçam uma série de habilidades auditivas. Estudos recentes sugerem que esses benefícios se estendem por toda a vida, pelo menos para aqueles que continuam envolvidos com música.

Porém, um estudo publicado no mês passado foi o primeiro a mostrar que ter aulas de música na infância pode levar a mudanças no cérebro que persistem anos após a interrupção das aulas.

Pesquisadores da Universidade Northwestern gravaram as respostas auditivas do tronco encefálico de estudantes universitários – isto é, as suas ondas elétricas cerebrais – em reação a sons complexos. O grupo de estudantes que relatou ter tido uma formação musical durante a infância apresentou respostas mais robustas – o seu cérebro conseguiu identificar elementos essenciais, como afinação, nos sons complexos quando eles foram submetidos aos testes. E o mesmo ocorreu inclusive quando os estudantes haviam parado de estudar música há anos.

De fato, os cientistas estão desvendando as conexões entre a formação musical na infância e a aprendizagem baseada na linguagem – por exemplo, a leitura. Aprender a tocar um instrumento pode conferir alguns benefícios inesperados, sugerem estudos recentes.

Não estou falando do "efeito Mozart", a alegação de que ouvir música clássica pode melhorar o desempenho das pessoas em testes. Refiro-me, sim, a estudos sobre os efeitos de um envolvimento ativo e da disciplina. Esse tipo de formação musical melhora a capacidade cerebral de discernimento entre os componentes do som – a altura, o duração e o timbre.

"Para aprender a ler, é preciso ter boa memória operacional, a capacidade de distinguir os sons da fala, de fazer conexões entre sons e significados", disse a professora Nina Kraus, diretora do Laboratório de Neurociência Auditiva da Universidade Northwestern. "Cada uma dessas coisas parece realmente ser reforçada pelo envolvimento ativo com um instrumento musical."

A habilidade de apreciar as qualidades sutis do som, mesmo em meio a um fundo confuso e barulhento, revela-se importante não só para a criança aprender a compreender a fala e a linguagem escrita, mas também para uma pessoa idosa que sofre de perda auditiva.

Em uma pesquisa realizada com pessoas que continuam a tocar instrumentos, publicada neste trimestre, pesquisadores descobriram que, à medida que os músicos envelhecem, eles vivenciam o mesmo declínio na audição periférica – o funcionamento dos nervos auditivos – vivenciado pelos não músicos. No entanto, os músicos mais velhos preservam as funções cerebrais, as habilidades de processamento auditivo central que podem ajudá-los a compreender uma fala no contexto de um ambiente barulhento.

"Nós muitas vezes nos referimos ao problema do 'fenômeno da festa de coquetel' – imagine ir a um restaurante onde um monte de pessoas fala ao mesmo tempo", disse Claude Alain, diretor assistente do Instituto de Pesquisa Rotman, em Toronto, e um dos autores do estudo. "Os adultos mais velhos que tiveram aulas de música têm melhor desempenho na compreensão de falas em testes de ruído – eles usam mais o cérebro, não o sistema auditivo periférico."

Pesquisadores da Universidade da Califórnia, em São Francisco, têm abordado a ambientação sonora de um ponto de vista diferente, estudando a genética do 'ouvido absoluto' –- a capacidade ideal de identificar qualquer tom. Jane Gitschier, professora de medicina e pediatria que coordena a pesquisa, tem tentado.

Manel Grilo